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Componentes do Grupo: Cris Lemos, Fabiane Penteado, Giselda Corrêa, Luciane Bocorni, Luciane Mota, Rose Silva e Suelen Assunção

 

 

 

Unidade 6: Sujeitos com Deficiência Mental (Carga horária prevista: 10 h - Tempo para realização: 2 semanas)

 

 

Prezados alunos e alunas, nesta unidade a temática é o sujeito com necessidades educativas especiais, sendo que abordaremos a deficiência física, a deficiência mental e o autismo. Esses grupos de sujeitos foram selecionados por apresentarem os maiores índices de incidência, bem como por serem aqueles que demandam intensas mudanças em uma escola que passa a apresentar processos incluvos. Tais mudanças são variadas, podendo envolver adequações físicas ou, o que é mais importante, alterações em termos de currículo, avaliação e práticas pedagógicas.

Utilizamos, há pouco,  o termo "necessidades educativas especiais". Porém, é necessário esclarecer que se trata de um conceito amplo, que envolve alunos com deficiência, bem como aqueles com dificuldades significativas de aprendizagem. Assim, existem necessidades especiais de diferentes tipos, são relativas e contextuais e, também, podem ser permanentes ou transitórias.

A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008) utiliza os conceitos de deficiência, transtornos globais de desenvolvimento (autismo e psicose infantil) e altas habilidades. Consideramos importante apresentar essas diferenciações e convidamos vocês a refletirem sobre elas. A terminologia é uma questão complexa e, para não cairmos em interpretações equivocadas e preconceituosas, é necessário associar as terminologias aos seus conceitos. Desta forma temos abordaremos inicialmente alguns dos grupos de sujeitos que serão estudados em modo mais datalhado:

 

Deficiência física

O documento "Salas de Recursos Multifuncionais. Espaço de Atendimento Educacional Especializado" publicado pelo Ministério da Educação afirma que: A deficiência física se refere ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema Osteoarticular, o Sistema Muscular e o Sistema Nervoso. As doenças ou lesões que afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto, podem produzir grandes limitações físicas, de graus e gravidades variáveis, segundo os segmentos corporais afetados e o tipo de lesão ocorrida. (BRASIL, 2006, p.28) 

 

Deficiência mental

Ao longo da história este quadro tem sido de difícil definição e disgnóstico e isso tem levado a uma série de revisões de seu conceito, como veremos na unidade específica. O aluno com deficiência mental tem dificuldade em construir conhecimento como os demais e de demonstrar a sua capacidade cognitiva, mas isso também está muito relacionado ao contexto, mais ou menos facilitador de sua participação. Em geral apresentam também outros traços, mais associados  a padrões de comportamento ou traços de personalidade, como: rigidez corportamental, preferência por tarefas de rotina, dependência afetiva e comportamental com relação a outras pessoas, dificuldade em auto-observar-se, autoconhecer-se e a cultivar a autoconsciência.

 

Autismo

Os alunos com autismo são aqueles que apresentam alterações significativas ligadas: à interação social, com dificuldades no relacionamento que podem se expressar na baixa habilidade de responder ou iniciar interação recíproca com outras pessoas; à comunicação, no sentido de que podem ser identificadas falas que não são condizentes com diálogo, indicando repetições, falta de sintonia ou mesmo ausência de fala; às ações que evidenciam um repertório de interesses restrito e repetivito, além de dificuldades diante de situações novas e presença de estereotipias como balanço corporal repetitivo.

 

Deficiência Mental

 

Caros alunos/educadores, nesta unidade iremos estudar, refletir e debater  a respeitos de  vários aspectos relativos à deficiência mental: características, etiologia, distribuição populacional, potencialidades e dificuldades.

Ao retomarmos a história das pessoas com deficiência e a forma como suas problemáticas vêm sendo consideradas ao longo do tempo, constatamos que as mesmas vêm trilhando um longo e tortuoso caminho, desde as práticas de “exposição”(um eufemismo que encobria  a realidade do abandono para a morte) até a crença em suas possibilidades de aprendizagem, bem como a sua inserção na sociedade de forma mais ampliada.

Esse processo foi ainda mais difícil para as pessoas com deficiência mental. Passaram pela Inquisição, período em que muitas foram torturadas e mortas por estarem “possuídas” por forças do mal. Tempos mais tarde, começaram a ser isoladas em asilos, que constituíam-se em locais onde as pessoas praticamente não tinham sequer suas necessidades básicas atendidas. Isso acontecia porque a medicina começou a se ocupar do estudo da idiotia (assim a deficiência mental foi denominada por bastante tempo) e definiu-a como um quadro puramente orgânico e sem possibilidades de alterações ( ou seja, aprendizagens). Para esses locais eram enviadas todas as pessoas consideradas desviantes conforme os padrões de normalidade então vigentes.

Ao longo do tempo, especialmente a partir da segunda metade do século XX, muitas mudanças vão acontecer em termos de avanços científicos, transformações sociais, bem como na própria pedagogia, fazendo com que a inclusão das pessoas com deficiência passasse a ser defendida nas mais diferentes esferas da sociedade, inclusive nas escolas.

O processo de inclusão escolar já vem acontecendo há alguns anos (na Europa iniciou na década de 60) e tem provocado intenso debate,  fomentado muitas pesquisas, modificado políticas públicas,  e todo esse processo reflete-se diretamente no cotidiano escolar.

Entretanto, ainda é possível observar que as pessoas identificadas como portadoras de deficiência mental são aquelas que, novamente, vêm encontrando maiores dificuldades nesse processo. Como vocês terão oportunidade de ler nos textos, a deficiência mental é um quadro complexo, cujo diagnóstico não é simples de ser feito. Além disso, por apresentar um rendimento escolar diferenciado em relação aos colegas, em geral é um aluno que demanda uma série de modificações no contexto escolar, envolvendo currículo, conteúdos, intervenção pedagógica, avaliação, apoios... Desta forma, o aluno com deficiência mental tem se deparado com bastante resistência à sua entrada no ensino comum. Por isso, é fundamental que esse quadro seja estudado e melhor compreendido para que a escola possa promover as transformações necessárias pra viabilizar sua efetiva aprendizagem.

Assim, dedicaremos a esta unidade 10 horas, ou seja, 2 aulas/semanas.

 


Deficiência Mental - Semana 01

 

Para iniciar solicitamos aos alunos a leitura dos textos indicados na Sala de Leitura:

 

 

  • 1. “Os alunos com deficiência mental” , de Alfredo Fierro (2007:193-214) * Este texto esta disponível na pasta da disciplina nos Pólos.

  • 2. Capítulo 1: “Deficiência Mental” , de Maria Sylvia Cardoso Carneiro (2008:13-24). * Este texto esta disponível na pasta da disciplina nos Pólos.

 

 


Leituras Complementares:

1. "Prevenção às deficiências". Disponível em: http://www.apraespi.org.br/Prev_def.htm

2. "O Sujeito com deficiência mental: processos de aprendizagem na perspectiva histórico-cultural." Alexandra Ayach Anache e Albertina Mitjáns Martinez (2007:43-53). * Este texto está disponível na pasta da disciplina nos Pólos. 


 

 

Para seu Dossiê de Inclusão

anexar atividade


 

 Estudo de Caso

Sua tarefa nesta semana será dar continuidade ao registro escrito iniciado na Unidade 4, contemplando os seguintes pontos: 

3) Comportamentos observáveis na escola sobre:

- relacionamentos: com professores/as, funcionários, colegas, outros;

- questões de aprendizagem, ;

- movimentos para a inclusão da escola (avaliação, acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio);

 - movimentos para a inclusão do aluno; e

- envolvimento da família no processo de inclusão escolar.

* Você pode acrescentar outras informações que achar relevantes e/ou necessárias em cada uma das partes desta atividade.

** Lembre-se que esta é uma atividade cumulativa. O prazo para postar esta tarefa no "Dossiê de Inclusão" de Inclusão é (dia tal, hora tal).  


Deficiência Mental - Semana 02

 

Assiste ao documentário “A História de Peter” que aborda a inclusão de alunos com deficiência mental em uma sala de aula do ensino comum.

 

 

Para seu Dossiê de Inclusão
 

Após assistir ao documentário "A História de Peter", realize a seguinte atividade:

 Participar do Fórum de Discussão: "Deficiência mental, inclusão e intervenção pedagógica" (de tal dia até tal dia).


 Estudo de Caso

Sua tarefa nesta semana será dar continuedade a atividade solicitada para o "Estudo de Caso", nesta unidade.

* Você pode acrescentar outras informações que achar relevantes e/ou necessárias em cada uma das partes desta atividade.

** Lembre-se que esta é uma atividade cumulativa. O prazo para postar esta tarefa no "Dossiê de Inclusão" de Inclusão é (dia tal, hora tal).  

 


Leituras complementares

Os itens 1 e 2 do Capítulo I do livro indicado (Atendimento Educacional Especializado - AEE - Deficiência Mental disponível em  AEE - Deficiência Mental).

Texto: "A questão da deficiência mental', de Cristina A. Batista, disponível em: www.mec.gov.br. Vá no link Educação Especial, Catálogo de publicações e ali, em Ensaios pedagógicos - Construindo escolas inclusivas.

Texto: "Quando eu entrei na escola... memórias de passagens escolares", de Mônica Kassar.

Texto: "Deficiência mental e família: implicações para o desenvolvimento da criança", de Silva e Dessen.

Texto “Deficiência Mental, Imaginação e Mediação Social: um estudo sobre o brincar (Pinto; Góes, 2006).

 

 

Questões:

 

1ª Quanto tempo você levou para realizar cada atividade?

Percebemos que as atividades estão programadas semanalmente. Acreditamos que devido a complexidade da situação, será necessário um prazo maior, já que teremos diferenciadas situações como: alunas que não tem turma, alunas que não tem alunos de inclusão,...

 

2ª Considerando a sua experiência como tutor:

 - as explicações estão claras, de fácil compreensão pelos alunos?  - classifique cada uma das atividades, em relação ao grau de dificuldade,  como fácil, média ou difícil?

Sim, estão muito claras. E o grau de dificuldade em nossa opinião é médio (levando em conta que elas já estão interagindo a algum tempo com este educando);

 

3ª A Interface é amigável ,possibilitando identificar as funcionalidades de forma clara,rápida e objetiva ?

Sim! Está bem objetiva, clara e de fácil compreensão.

OBS: Em nosso Polo de SL, as alunas tem uma boa aceitação quando o conteúdo é visto como um todo (concentrando tudo em uma página só) do que fragmentado (em hipertextos).

 

4ª Os textos estão disponibilizados de maneira clara?  

SOBRE OS LINKS: Todos estão funcionando;

SOBRE OS TEXTOS: Sim estão de maneira clara.

 

5ª Quais sugestões práticas você teria para contribuir com o aprimoramento do material?

Semana 1: Os textos sugeridos como bibliografia básica e complementar além de estarem nas pastas dos pólos (xerox) também devem estar linkados na "Sala de Leitura" e na biblioteca do rooda. 

Semana 2: O documentário deve ter link e ser disponibilizado no Polo um DVD do mesmo para reprodução para a alunas.

SOBRE OS FORUNS: Sugerimos repensar o número de fóruns...

 

6ª Observações:

No estudo de caso seria interessante exemplificar uma ou mais questões de aprendizagem.

O FORUM da semana 2 seria importante que fosse dividido em grupos para melhor organização e não se percam as contribuições.

Especificar o local de realização do forum. 

E quantas participações deve ter.

 

 

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